Nesta edição, o empresário não quis se identificar, então o chamaremos de Lucas para melhor entendimento da história.
A agência de Lucas faturava em torno de R$40 mil por mês quando, em março de 2020, começaram a chegar as primeiras ligações.
A pandemia ainda era uma ameaça difícil de dimensionar. Ninguém sabia quanto tempo aquilo duraria, quais empresas conseguiriam atravessar os meses seguintes ou o que deveria ser cortado primeiro.
Os clientes também não sabiam.
Em poucos dias, metade da carteira cancelou os contratos.
Era um golpe duro, mas compreensível. O mundo inteiro estava tentando proteger o caixa.
Lucas ainda estava tentando entender o que fazer com a primeira metade quando descobriu que a outra também estava indo embora.
Só que por um motivo diferente.
Um funcionário da própria agência estava oferecendo aos clientes exatamente o mesmo serviço… por metade do preço.
Os clientes que haviam sobrevivido à primeira leva de cancelamentos começaram a sair também.
Na mesma semana, Lucas perdeu uma terceira possibilidade. Um cliente o havia convidado para entrar em um negócio como associado executivo. Com a chegada da pandemia, o acordo foi cancelado.
Em 2 dias, como ele resume, o faturamento saiu do “estamos bem” para o “fudeu de vez”.
O curioso é que a ficha ainda não tinha caído... isso aconteceu cerca de uma semana depois.

